sexta-feira, 11 de março de 2011

O maior Fracasso da Democracia Portuguesa



(POR CLARA FERREIRA ALVES)

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso"


-Bom, a isto eu corrigo que o povo não é burro. Mais burro é quem ofende nesta linguagem. O nosso Povo é simples e de bom coração. Precisa é de uma ajuda para encontar o caminho certo.Esperemos que não seja então tarde demais.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

MOMENTO CULTURAL: "Paixão de Cristo" segundo João Martins Guarda (1913-1986), Mineiro da mina de São Domingos

Com Cristo pego na pena
Para com ela escrever
Obra capaz de se ver
Aqui e em toda a parte
Vou cumprindo a minha Arte
Como fraco autor
Vou pedindo ao Redentor
Que me dê juízo
Porque assim me é preciso.
Mas porém
Nasceu Cristo em Jerusalém
Numa Póvoa alpendroada
Viu-se Virgem magoada
Jesus porque não tinha
Sua mãe ali ao pé
E com José
Se viu sozinha.
Mas logo ali acudiu
Um preto e uma Cigana
Jesus neto de Viana, a visitar
Deu o Sol em baixar
Na casa dos espledores
Onde vieram três pastores
A trazer,
A Jesus a oferecer
Muitas fazendas e bens,
Vieram os Santos Reis
Adorá-lo.
Veio a cantiga do galo,
Ali tudo acudiu.

Foi uma Nau que apareceu
Quando o mundo ergueu ao pecado
Aonde o Senhor foi baptizado
No Rio Jordão
Que lhe pôs seu primo João
JESUS DE NAZARÉ
Da Sua sua virtude tem
Temos o mundo cheio de Salvação
E Graça e Fé
Que serve de replé
Para as almas puras
Por cumprir as escrituras
Se obrigou a padecer.

E agora vamos ver
os tormentos que passou
e a gente que sustentou
Com três pães e cinco Peixes
Isto é para que não te queixes
Que não soube repartir
Comeram cinco mil
E ainda sobrou comida
Pois só o Autor da Vida
é que determina
tais banquetes
Deram-se doze ramalhetes
e um lava-pés
Os dez, são os dez congénitos
Judas por trinta dinheiros
Vendeu o nosso redentor.
Foi tão Falso e tão traidor,
Armou esta traição,
Deu o Mestre à prisão
Em casa de Anásis
Deram-se anos de pazes
Onde o Senhor foi concebido,
Entre Algozes metido
E preso.
Era um ódio tão aceso
Que lhes trincavam os dentes
Meus primos e meus parentes
Tal consentiu
O mundo ainda não viu
Um como este padecer.
Era o sangue a correr
E suando
O maldito povo gritando
Bramia
Em altas vozes
Dizia:
"Morra , se morrer nos convém
Morra , que em Jerusalém
Tem delitos".
Eram tantos os gritos do Senhor
Que entrou Pilatus
E sentenciou Cristo.
Ó Mundo que não tens visto
O nosso Santo cordeiro
E com o peso da Cruz caiu no chão.
Rogou por Simão de Judas
Só te peço que me acudas
Como o Filho do Rosário
Que levou a cruz ao Calvário
Cansado,
Onde foi crucificado
À força da violência,
A pedir com toda a paciência
Que o cruzassem de pés e mãos
E talvez que seus passos vãos
O guiassem por maus caminhos
Onde lhe cravaram os espinhos
Na cabeça
Para que o Mundo conheça.
O mar aonde navego
Até lá se achou um cego
O qual dele foi uma lança.
Quem é cego não alcança
A quem a lança feriu.
Esse sangue que saiu
Deu a vista ao cego e viu
São Longuinho.
Foi o sangue da divindade.
Deus deixou-o à Cristandade clarestia
Tanto que o Senhor padecia
Para salvar todo o género Humano
Ainda para mais desenganos
Deixou as cinco chagas abertas
Onde vieram profetas
E por vezes com martelos e torquezes
Para o Senhor despregar
Para o irem sepultar
Para uma sepultura nova.

Foi de crucificado à cova.
Só o Divino encerrou.
Santa mãe de Jesus chorou
Com pesar e compaixão
Chorou o evangelista João
Por não
Ver núpcias
E numa noite de chuva, escura
Vieram três Marias
Buscar Cristo à sepultura.
Saiu um Serafim,
"Cristo não está por aqui"
"Ressuscitou".
Tão glorioso o Senhor
Todo Poderoso
Truinfante à Paixão
Subiu ao Céu de Abraão
Onde lhe batiam as palmas.
À muito que as Almas estão aguardando
Pela santa vinda do redentor
Para irem para o Céu do Senhor
Em companhia do Pai
Onde Deus vai
E o divino Espirito Santo
Nosso Senhor com seu Manto
E as palavras matutinas
e as três pessoas divinas da Santíssima Trindade.
Foi quando o mundo viu
O nosso Reino Universal
Céu , Terra e Mar,
Ali tudo ajoelhou
Foi quando a Virgem ficou pura
Temos a Salvação segura
Do santo Nascimento
do santíssimo sacramento
Que ali é que principia.
Foi o filho de Maria
Que nasceu do Céu e Coroa
É a primeira pessoa
Da Santíssima Trindade.
É o filho de Deus Pai
Que hoje no mundo é nascido
E que foi concebido
Por obra do Espírito Santo.
por o seu Poder ser tanto
É Senhor do mundo inteiro.
Deus é homem verdadeiro
Que se aclama
É a Fé que se derrama
Pela parte penetrina.
É a Fonte da Doutrina Cristã
Aquela que foi a manhã
Que o Sol deu claridade
Foi um Sol de Divindade
Que apareceu.







quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

DESLEIXO DO GOVERNO DE PORTIMÃO - Arquitectura esquecida

Estas são um conjunto de imagens feitas por um amigo em Portimão que se choca com o desleixo do Governo e Câmara de Portimão na falta de responsabilização do mau estado do espaço Público em Portimão. Obrigado a esse amigo pelas Fotos. Infelizmente é no País inteiro......









































Mundo - Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros - RTP Noticias, Vídeo

Mundo - Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros - RTP Noticias, Vídeo

LIMPAR O PAÍS - Recebi isto por mail e acho um bom começo

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal
falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de
impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos,
assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas,
etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes,
profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias
na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e
outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que
não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º
emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir
milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam
funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas
porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se
uns têm de cumprir porque não cumprem os
outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais,
numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira,
em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento
de 200 ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ?
nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da
quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem,
para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc,
das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares
pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento
das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e
famílias e até, os filhos das amantes...

11.
Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e
entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não
permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular
tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado
a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e
respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos
contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos
por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o
regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE
ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE
ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA
PÚBLICA....;

15. Acabar
com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem
para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de
província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de
PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS...
pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos
sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com
o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que
criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do
Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao
BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e
Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os
salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam
milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de
funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem
a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos
depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela
corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do
que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com
fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle
seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço
que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo,
confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram
patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e
aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo
esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra
à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e
para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns
anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo
com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso
sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os
crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas
que tenham beneficiado de fundos públicos ou de
adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam
cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu
património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

ESTEPES ALENTEJANAS

Vejam estas imagens. São do Alentejo.

Continuem vendo. Já detectaram o que está de errado?
É bonito?

Mais uma para ajudar....

E então? já descobriram? Não? Eu ajudo.

Acham lindo?
ERRADO!
É muito feio.
Uma árvore isolada e afastada da próxima árvore. Por entre essas árvores relva seca e calhaus.
E então onde estão os animais? Onde está vegetação viva para os animais se esconderem e alimentarem? E onde estão a Fauna e a Flora originais ?

ONDE? ONDE?
Eu digo-vos: extintos, caçados, mortos, exterminados,atropelados e enxotados para o cultivo extensivo de cereais.

Assim deveria ser a paisagem alentejana:


Antes o Alentejo era todo assim, cheio de vida, de árvores:


As estepes alentejanas agradecemos nós portugueses ao Sr. ditador Salazar que em Portugal quis produzir o pão para a europa para combater a pobreza e oferecer muito trabalho aos portugueses. Essa é uma realidade desactualizada.E foi um negócio mau pois só deu dinheiro aos ingleses. Meu avô era mineiro para os ingleses e minha avó e mãe eram cefeiras para os ingleses.

Os ceifeiros, mineiros e trabalhadores agricolas que viviam na miséria e eram muito mal pagos no Alentejo deixaram estes campos nos anos sessenta e setenta para virem trabalhar na cidade.
Sim, é claro que hoje ainda é necessário plantagem agrícola no Alentejo para alimentar Portugal, mas para o que eu quero chamar a atenção é a prevenção de uma desgraça climática na Província do Alentejo.
Toda a fauna e flora originais do Alentejo foi arrasada para dar lugar às superfícies vazias e nuas, às estepes alentejanas que todos acham "lindo".
Se voçês vivessem no alentejo ou por lá ficassem um mês veriam que não há nada de lindo no solo alentejano. É quase um deserto climaticamente falando. A terra está cansada e é fraca em restos orgânicos para alimentar uma floresta como outrora tivera. É como no deserto: de dia são 40 graus positivos à sombra e de noite são cinco graus negativos e geada.
No chão só há calhaus e nem vou começar a falar da escassez da chuva....
O que nós temos hoje em dia no Alentejo em grande escala são estepes. As estepes são o princípio do deserto. É o começo do fim!

Numa paisagem de estepe o chão não é capaz de reter as águas das chuvas por muito tempo.
A terra sem protecção é como a nossa pele ao sol : seca e cria câncro. Assim é com a pele do planeta Terra. Sem a protecção solar do planeta Terra - as árvores - a Terra cria cancro- o deserto.
O DESERTO É O CÂNCRO DO PLANETA TERRA!

Numa paisagem coberta de árvores, mesmo que chova uma vez só por ano, a humidade e a água das chuvas é retida no solo pela copas das árvores por muito mais tempo. As copas das Àrvores protegem o solo e com o cair dos seus frutos, ramos e folhas, a terra cria uma camada orgânica humida chamada Humus, que mantém a humidade na terra e sais minerais para a existência de plantas e insectos por cima e por debaixo do solo.


Com as árvores vem também a possibilidade de vida de animais que dependem delas para alimento e construção de tocas. Com a existência desses animais podem-se alimentar predadores de maior porte como outrora existiram muitos no Alentejo: Linces, gatos bravos, lobos, raposas...
ver:http://www.minerva.uevora.pt/montoito29/faunaeflora.htm


Quando foi a última vez que viram uma raposa no Alentejo? E um lince?


Antigamente haviam muitas raposas e lobos no Alentejo , me contou minha mãe, quando ela era pequena.
Para evitar que o Alentejo se torne num deserto há que reflorestar o Alentejo!
Reflorestar o Alentejo para evitar que um ano de seca como aconteceu à uns anos, não destruam as terras de pasto, nem as colheitas.
É necessário remineralizar a terra com restos orgânicos para se criar uma camada fértil sobre os calhaus de xisto que há por toda a superfície do Alentejo.
Aos proprietários de terra agrícola deveria ser imposta uma percentagem de área significativa para a criação de corredores onde a fauna e flora natural do Alentejo proliferasse.É o tal planeamento e concretização desse planeamento que em Portugal escasseia....
Para quê?
Para haver mais fertilidade, mais ar puro, mais água, mais biodiversidade, um clima mais ameno e temperaturas mais favoráveis à nossa existência neste planeta.
Nâo podemos esperar que o Brasil pare com o corte da floresta tropical. Temos nós o dever de mostrar "como se faz", servir de exemplo ao mundo e criarmos o nosso próprio micro-clima , o nosso "pulmão" para termos um Portugal mais saudável e bonito.

Assim NÃO:

ASSIM:


SALVEM O ALENTEJO, IMPEÇAM A PROLIFERAÇÃO DO DESERTO!
REFLORESTAR O ALENTEJO!